Friamente ele olhou para ela e pensou em tudo o que ela lhe fez:
Apenas tinha lhe dado amor e carinho e como ela retribuiu? Apenas não sentia nada. Nada, nada ...
O que ela tinha na cabeça para gostar de alguem como ele? Ninguem sabia o que fez ela gostar dele. E agora, ele tentava fazer seu olhar mais frio possível, quando na verdade ele sentia remorso, culpa e chatiação. E ele pensava, seus pensamentos viajavam linda aquela ultima carta, a carta foi pra ele, só para ele e pra mais ninguem. E agora? Como seria a vida dele daqui pra frente sem ela? Ele não conseguiria aguentar a dor, o sofrimento, e concluiu que não tinha mais razões para viver ... Razões ..
sem motivos ...
Voltando para casa depois de tantos abraços e pêsames e nem um pouco confortado, ele tomou sua decisão: Viver sim, viver perigosamente, se viciar, cada vez mais ... E essa era a razão dele viver agora, o vicio e a carta, a ultima lembrança concreta dedicada por ela, sua letra, o cheiro do papel velho agora era seu perfume, sua ultima lágrima deve ter caído ali e agora, parece que ele podia sentir e ele entendia o verdadeiro motivo dela ter feito aquilo, ele entendia absolutamente tudo. Ou não.
O unico jeito era recomeçar sua vida. Nova escola, nova turma, novos amigos, novo enxame de pensamentos ruins e coisas erradas a serem feitas. E aquela carta, nao tem a porra de um dia que ele não chore, não tem a porra de um dia que ele não chore por causa dela. Maldição.
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